Inspiração

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É tão bonito de ver essa galera passando na UnB no gás para iniciar a vida universitária… É inspirador!
Dá uma vontade imensa de no próximo semestre se dedicar mais à Universidade.

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Desejo fortemente que esse espírito da galera que está chegando, possa me (nos) motivar e conscientizar da
responsabilidade enquanto estudante de uma universidade pública em um país como o Brasil.

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Fonte: UnB Agência/Flickr

Aderindo ao softaware livre

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Resolvi escrever esse post com o intuito de compartilhar o que vem se tornando motivo de estudo e escolha nessa ultima semana.
Quando comprei meu computador portátil com ele veio instalado o Windows 7 (starter edition), que para quem não conhece, é uma versão do 7 que nem a imagem da área de trabalho pode ser alterada. Bom, se para algo simples como isso não se tem liberdade quanto mais para as outras coisas mais complexas; isso foi me deixando cada dia mais insatisfeita. E foi aí que meu companheiro Marcus, instalou o ubuntu studio, e a partir desse momento recordei que já havia experimentado o ubuntu por uns seis meses, antes do meu computador antigo resolver dar pau. Com isso, só foi crescendo a vontade de conhecer mais sobre software livre e o universo que ele propicia. Já tens alguns dias que instalei o Ubuntu 12.10 e estou muito satisfeita com a liberdade de criar dentro desse sistema operacional. Compreender como funciona o seu computador e aproveitar o máximo de suas potencialidades além de ser fabuloso é um ato político. Mas vou instalar o Ubuntu 12.04 LTS (Long Term Support), que tem uma duração de 3 anos de suporte, enquanto que as outras versões duram 1, 5 ano, e as versões LTS são mais estáveis também. Estou buscando experimentar as versões de teste do Debian, Kubuntu, Xubuntu, Kurumin, para ver qual é mais a minha cara, mas por enquanto estou bem satisfeita com o Ubuntu.

Sustentabilidade na prática: um desafio à “zona de conforto”.

A horta em janelas feitas com garrafas, é mais uma das dicas ecológicas que incentiva pessoas que moram em casas pequenas ou apartamentos a terem uma mini plantação. A ideia é perfeita para plantar chás, temperos ou até plantas de pequeno porte.

Hoje mais uma vez fui presenteada e  convidada a expandir a consciência no sentido de diminuir através de minhas atitudes o impacto do consumo e propiciar um crescimento no processo de promoção de uma vida mais sustentável.

Barreiras para que fiquemos estáticos frente a tantas dificuldades possíveis de se encontrar no processo da autoeducação é o que mais encontramos. Mas muita gente têm desafiado essas barreiras e hoje vive cada dia mais feliz ao estabelecer contato direto com a terra.

Neste dia dos namorados, ao invés de ficar só na troca de presentes materiais, que em longo prazo não constrói pontes para uma relação de amor mais consciente. Tive momentos inesquecíveis na troca de afeto e reconhecimento/reconstrução do companheirismo. Mais principalmente uma chacoalhada e inquietada para que seja dado o primeiro passo na construção de sonhos possíveis.

Fiz algumas perguntas a mim mesma a respeito da forma que vivo, do que me alimento, de onde vem esse alimento e até mesmo o motivo pelo qual quero mudar a minha forma de viver. Há razão para mudar minha forma de vida? Estou satisfeita com a vida que tenho? E pela experiência que tive tendo vivido em uma cidade pequena, me locomovendo de bicicleta para muitos lugares, estando mais em contato com a natureza, comendo alimentos mais saudáveis; vejo inúmeros motivos para mais uma vez recomeçar. Tendo em vista a diferença que há entre fazer o seu próprio sabonete, por exemplo. Entender e participar dos processos de transformação da natureza, além de nos “tirar da caverna” e forçar a sair da zona de conforto, proporciona a magia de compreender o ser, aquilo que somos essencialmente.

Ao observar o ciclo natural da vida dos animais, entender o funcionamento dos mais diversos elementos do ecossistema, como a transformação da lagarta em borboleta. Revela-se o mistério presente na natureza comparado com o que percebemos em nossas vidas.

Instituir novas formas de manejo em todos os aspectos da vida seja ela financeira, espiritual, profissional, social. É promover saúde, bem estar, equilíbrio de nossos corpos, potencializar nosso poder criativo e resgatar aquilo que os povos nativos desta terra faziam ao tirar da terra somente o necessário para viver, sempre buscando uma relação de respeito e harmonia com o planeta e o Universo.

Para finalizar esta reflexão e com uma vontade sobremaneira de iniciar esta nobre e íngreme jornada, tento sintetizar o que senti declarando com firmeza de que foi plantada uma semente, e é imprescindível que ela seja regada com muito amor e zelo, a fim de que cresça e espalhe suas raízes profundamente.

Segue o link de um site super legal e bem prático no sentido de estimular mais e mais práticas sustentáveis Sustentável na Prática.

Notas acerca da obra ‘Vida Secas’

Fiquei embevecida lendo os primeiros capítulos da obra Vidas Secas de Graciliano Ramos. Quanta riqueza nas descrições de cada ato dos personagens!

Segue alguns trechos que descrevem os sentimentos da cachorrinha Baleia e as reflexões do menino mais velho sobre como deveria ser o inferno:

“Sentindo a deslocação do ar e a crepitação dos gravetos, Baleia despertou, retirou-se prudentemente, receosa de sapecar o pelo, e ficou observando maravilhada as estrelinhas vermelhas que se apagavam antes de tocar o chão. Aprovou com um movimento de cauda aquele fenômeno e desejou expressar a sua admiração à dona. Chegou-se a ela em saltos curtos, ofegando, ergueu-se  nas pernas traseiras, imitando gente. Mas sinhá Vitória não queria saber de elogios.

– Arreda!

Deu um pontapé na cachorra, que se afastou humilhada e com sentimentos revolucionários.

Capítulo Sinha Vitória, pág. 39.

“O inferno devia estar cheio de jararacas e suçuaranas, e as pessoas que moravam lá recebiam cocorotes, puxões de orelhas e pancadas com bainha de faca”.

“Abraçou a cachorrinha com uma violência que a descontentou. Não gostava de ser apertada, preferia saltar e espojar-se”.

“O menino continuava a abraçá-la. E Baleia encolhia-se para não magoá-lo, sofria a carícia excessiva. O cheiro dele era bom, mas estava misturado com emanações que vinham da cozinha. Havia ali um osso. Um osso graúdo, cheio de tutano e com alguma carne”.

Capítulo o menino mais velho, pág 61.

Referência da obra:

Ramos, Graciliano. Vidas Secas. 88º ed. Rio, São Paulo: Record. 2003, 160p.

Há tempos que venho me propondo a conhecer profundamente a literatura brasileira, tarefa difícil frente à complexidade de tais obras e a sua vastidão. Entretanto, persisto em meu objetivo. E o resultado dessa tentativa de adentrar neste mundo fantástico da literatura é um profundo encantamento na leitura de cada frase, cada parágrafo.

Aventuras na aprendizagem de leitura e escrita

“fui agraciada de trazer esse eco da poesia em meu ser”.

Quando comecei a ler, tinha pouco mais de cinco anos de idade. E desde que esse novo mundo se revelou aconteceram algumas histórias bastante curiosas.

Todo final de semana eu passava na casa de meu tio-avó Raimundo, e nos fundos da casa que ele morava tinha um depósito repleto de tralhas, tudo quanto era tipo de coisas que estivesse ao alcance da minha imaginação, lá eu encontrava. Bolas, bonecas, bolsas, panelas, objetos sem-ter-nem-pra-quê, e claro, livros! Muitos livros!

Num desses finais de semana, voltei para casa com alguns desses objetos, os quais tio-avô tinha me presenteado. E dentre essas coisas trouxe três livros. Só que eu ainda não sabia ler tão bem, e como eu não conseguia ler todas as palavras, então  ficava inventando histórias para aqueles personagens.

Passado alguns meses viajei para a ilha de Marajó, para passar as férias com meus familiares. O que eu não esperava é que fosse viver tantas aventuras nessa viagem.

Chegando ao barco eu conheci uma moça de pele muito alva; e logo observei que ela era tão branca que as pontinhas de seus dedos dos pés eram bem vermelhinhas, como se fossem acerolas. Nessa viagem eu havia levado os livros que tio-avô Raimundo me deu. Ela folheava os livros e me contava inúmeras histórias só de olhar aquelas ilustrações.

O tempo passou, as férias acabaram e eu voltei para casa, minhas aulas começaram. Tudo tinha voltado ao normal. Mas a nossa família, agora tinha uma nova amiga, a tal moça, sabe? Pois é. Ela morava bem perto de casa, dava para ir a pé visitá-la.

 E foi aí que um dia eu e minha mãe fomos fazer uma visita. Chegando ali, lá estava ela, sempre tão educada, tão delicada, era como uma boneca de porcelana, nem parecia ser feita de carne. Então ela guiou-me até a estante de sua sala, que para minha surpresa tinha muitos gibis da turma da Mônica. Parecia sonho. Ficamos o final de semana todo na casa dela. E enquanto mamãe se debruçava nas conversas, eu estava em meio aos gibis e a contemplar as bonecas de cabelos dourados da Dina (uma amiga da moça, que dividia o apartamento, tão simpática quanto).

  Em meio a esse mundo fantástico que se apresentara minha leitura fluiu, de hora em hora eu ia ter com minha mãe e a moça, ler para elas trechos dos quadrinhos. Minha mãe se orgulhava enquanto a outra se admirava com minha esperteza.

  Nessa mesma época, um tio meu viera passar o círio de Nazaré em Belém; ele estava pagando uma promessa à santa por ter conseguido o cargo de secretário de cultura em uma cidade no interior do Estado do Pará.

  Cumprimentei-o e fui para aula. Fiz minhas lições como de costume e recebi da professora a carta que eu tinha escrito há alguns dias. Era uma das melhores notas da turma. Fiquei muito contente! O sinal do recreio tocou, guardei a carta na mochila e sai saltitando para fora da sala. Nesse dia o lanche era mingau de milho. Corri, pulei, conversei com meus colegas, sorri, comprei alguns pirulitos e voltei para sala. Sentei em minha carteira, abri minha mochila e para o meu espanto lá estava a carta toda molhada de mingau. Tremi de raiva! Sabia que só podia ser obra da Safira. E quando olhei para o lado, lá estava ela contemplando o resultado de sua maldade. Safira era uma menininha que não se afeiçoava muito a mim, mas que fingia de vez em quando ser minha amiga.

  Ao chegar em casa, chorei para minha mãe pelo que tinha ocorrido. Meu tio tendo escutado o que tinha acontecera, veio ter uma conversa comigo. Disse para mim que assim que chegasse à sua casa providenciaria alguns livros, afim de que eu não mais chorasse pela carta.

   Muito tempo passou e eu acabei esquecendo o que ocorrera com a carta e a promessa dos livros que meu tio fez. Algum tempo depois começaram a surgir misteriosamente livros em casa, mas eu não parei para pensar de onde eles vinham, simplesmente estavam ali e eu os lia. Até que um dia catando os meus gizes de cera embaixo da cama, encontrei uma caixa cheiinha de livros infantis, dos mais diversos. Todos os tipos de ilustrações, autores, cores, histórias, cantigas de roda, havia naquela caixa. Titio havia cumprido o que prometera.

   Anos depois minha tia me contou que ela não queria que os livros começassem a se perder e por isso me entregava um de cada vez. Até ter certeza de que eu cuidaria dos livros.

   E como em minha família, sempre esteve presente a poesia, a música e a literatura. Fui agraciada de trazer comigo esse eco da poesia em minha alma. É inerente a mim a literatura. Tudo o que eu faço, sempre tem um traço de música, de poesia, de cinema. Sempre tem umas dessas linguagens cercando aquilo que faço. Seja trabalho da faculdade, seja em uma conversa no dia-a-dia.

   E portanto eis que a literatura para mim algo que traz paz, um verdadeiro estado de alma.

Inspiração e Escrita

Comecei a fazer uma disciplina na Universidade que trata da formação do professor-leitor.
Inicialmente pensei: vou fazer uma disciplina na sexta-feira a noite pra que?
Despretensiosamente comecei a frequentar essas aulas; e não é que fui surpreendida logo no primeiro dia com a fala da professora Sandra: Para quê escrever?
E continou; Vamos sempre viver com essa mania de reproduzir o que o outro autor que é conceituado escreve? Quando é que vou agir como sujeito criador de novas ideias e textos, os quais quem sabe se tornarão os próprios pensamentos que embasarão as próximas gerações?
A partir daquele momento comecei a refletir sobre a o meu processo de produção escrita, meus pensamentos, minhas ideias e sobre o potencial que elas têm de se tornar sementes. Devia haver um estímulo maior no campo da produção escrita, não somente a academicista, mas a escrita poética e sua força natural de nos colocar em estados de compreensão do eu tendo base os sentimentos do outro (parafraseando Leandro Konder em As artes da palavra:elementos para uma poética marxista).
Produzi um painel temático que clareou significativamente a minha compreensão téorica da poesia, baseando-me nesse livro do Konder, o qual recomendo fortemente a leitura.
Também indico a leitura deste post no blog cultura e consumo desenvolvido pelo professor Francisco Giovani Vieira, que chama onde anda a poesia, acessem neste link: http://culturaeconsumo.blogspot.com.br/2011/08/onde-anda-poesia.html.