Inspiração

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É tão bonito de ver essa galera passando na UnB no gás para iniciar a vida universitária… É inspirador!
Dá uma vontade imensa de no próximo semestre se dedicar mais à Universidade.

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Desejo fortemente que esse espírito da galera que está chegando, possa me (nos) motivar e conscientizar da
responsabilidade enquanto estudante de uma universidade pública em um país como o Brasil.

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Fonte: UnB Agência/Flickr

Dom de ser poesia

Pensando, matutando, planejando, assim, abruptamente, resolvi que vou publicar poesia aqui no guardador. Aquelas poesias que sinto que tenho que compartilhar, as poesias que quando leio parece que foi eu que as inventei de tanto que expressam algum sentimento que tive em comum, ou como quando disse Mário Quintana:

“Qualquer ideia que te agrade,
Por isso mesmo… é tua.
O autor nada mais fez que vestir a verdade
Que dentro em ti se achava inteiramente nua…”

Quando publicar as poesias, elas sempre virão com esse título de postagem: Dom de ser poesia, termo extraído da poesia do mestre Manoel de Barros.

E para começar tem esse poema do Paulo Leminski, chamado Bem no fundo. Segue ele abaixo:

No fundo, no fundo,
bem lá no fundo,
a gente gostaria
de ver nossos problemas
resolvidos por decreto

a partir desta data,
aquela mágoa sem remédio
é considerada nula
e sobre ela — silêncio perpétuo

extinto por lei todo o remorso,
maldito seja que olhas pra trás,
lá pra trás não há nada,
e nada mais

mas problemas não se resolvem,
problemas têm família grande,
e aos domingos
saem todos a passear
o problema, sua senhora
e outros pequenos probleminhas.

Aderindo ao softaware livre

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Resolvi escrever esse post com o intuito de compartilhar o que vem se tornando motivo de estudo e escolha nessa ultima semana.
Quando comprei meu computador portátil com ele veio instalado o Windows 7 (starter edition), que para quem não conhece, é uma versão do 7 que nem a imagem da área de trabalho pode ser alterada. Bom, se para algo simples como isso não se tem liberdade quanto mais para as outras coisas mais complexas; isso foi me deixando cada dia mais insatisfeita. E foi aí que meu companheiro Marcus, instalou o ubuntu studio, e a partir desse momento recordei que já havia experimentado o ubuntu por uns seis meses, antes do meu computador antigo resolver dar pau. Com isso, só foi crescendo a vontade de conhecer mais sobre software livre e o universo que ele propicia. Já tens alguns dias que instalei o Ubuntu 12.10 e estou muito satisfeita com a liberdade de criar dentro desse sistema operacional. Compreender como funciona o seu computador e aproveitar o máximo de suas potencialidades além de ser fabuloso é um ato político. Mas vou instalar o Ubuntu 12.04 LTS (Long Term Support), que tem uma duração de 3 anos de suporte, enquanto que as outras versões duram 1, 5 ano, e as versões LTS são mais estáveis também. Estou buscando experimentar as versões de teste do Debian, Kubuntu, Xubuntu, Kurumin, para ver qual é mais a minha cara, mas por enquanto estou bem satisfeita com o Ubuntu.

Sustentabilidade na prática: um desafio à “zona de conforto”.

A horta em janelas feitas com garrafas, é mais uma das dicas ecológicas que incentiva pessoas que moram em casas pequenas ou apartamentos a terem uma mini plantação. A ideia é perfeita para plantar chás, temperos ou até plantas de pequeno porte.

Hoje mais uma vez fui presenteada e  convidada a expandir a consciência no sentido de diminuir através de minhas atitudes o impacto do consumo e propiciar um crescimento no processo de promoção de uma vida mais sustentável.

Barreiras para que fiquemos estáticos frente a tantas dificuldades possíveis de se encontrar no processo da autoeducação é o que mais encontramos. Mas muita gente têm desafiado essas barreiras e hoje vive cada dia mais feliz ao estabelecer contato direto com a terra.

Neste dia dos namorados, ao invés de ficar só na troca de presentes materiais, que em longo prazo não constrói pontes para uma relação de amor mais consciente. Tive momentos inesquecíveis na troca de afeto e reconhecimento/reconstrução do companheirismo. Mais principalmente uma chacoalhada e inquietada para que seja dado o primeiro passo na construção de sonhos possíveis.

Fiz algumas perguntas a mim mesma a respeito da forma que vivo, do que me alimento, de onde vem esse alimento e até mesmo o motivo pelo qual quero mudar a minha forma de viver. Há razão para mudar minha forma de vida? Estou satisfeita com a vida que tenho? E pela experiência que tive tendo vivido em uma cidade pequena, me locomovendo de bicicleta para muitos lugares, estando mais em contato com a natureza, comendo alimentos mais saudáveis; vejo inúmeros motivos para mais uma vez recomeçar. Tendo em vista a diferença que há entre fazer o seu próprio sabonete, por exemplo. Entender e participar dos processos de transformação da natureza, além de nos “tirar da caverna” e forçar a sair da zona de conforto, proporciona a magia de compreender o ser, aquilo que somos essencialmente.

Ao observar o ciclo natural da vida dos animais, entender o funcionamento dos mais diversos elementos do ecossistema, como a transformação da lagarta em borboleta. Revela-se o mistério presente na natureza comparado com o que percebemos em nossas vidas.

Instituir novas formas de manejo em todos os aspectos da vida seja ela financeira, espiritual, profissional, social. É promover saúde, bem estar, equilíbrio de nossos corpos, potencializar nosso poder criativo e resgatar aquilo que os povos nativos desta terra faziam ao tirar da terra somente o necessário para viver, sempre buscando uma relação de respeito e harmonia com o planeta e o Universo.

Para finalizar esta reflexão e com uma vontade sobremaneira de iniciar esta nobre e íngreme jornada, tento sintetizar o que senti declarando com firmeza de que foi plantada uma semente, e é imprescindível que ela seja regada com muito amor e zelo, a fim de que cresça e espalhe suas raízes profundamente.

Segue o link de um site super legal e bem prático no sentido de estimular mais e mais práticas sustentáveis Sustentável na Prática.

Notas acerca da obra ‘Vida Secas’

Fiquei embevecida lendo os primeiros capítulos da obra Vidas Secas de Graciliano Ramos. Quanta riqueza nas descrições de cada ato dos personagens!

Segue alguns trechos que descrevem os sentimentos da cachorrinha Baleia e as reflexões do menino mais velho sobre como deveria ser o inferno:

“Sentindo a deslocação do ar e a crepitação dos gravetos, Baleia despertou, retirou-se prudentemente, receosa de sapecar o pelo, e ficou observando maravilhada as estrelinhas vermelhas que se apagavam antes de tocar o chão. Aprovou com um movimento de cauda aquele fenômeno e desejou expressar a sua admiração à dona. Chegou-se a ela em saltos curtos, ofegando, ergueu-se  nas pernas traseiras, imitando gente. Mas sinhá Vitória não queria saber de elogios.

– Arreda!

Deu um pontapé na cachorra, que se afastou humilhada e com sentimentos revolucionários.

Capítulo Sinha Vitória, pág. 39.

“O inferno devia estar cheio de jararacas e suçuaranas, e as pessoas que moravam lá recebiam cocorotes, puxões de orelhas e pancadas com bainha de faca”.

“Abraçou a cachorrinha com uma violência que a descontentou. Não gostava de ser apertada, preferia saltar e espojar-se”.

“O menino continuava a abraçá-la. E Baleia encolhia-se para não magoá-lo, sofria a carícia excessiva. O cheiro dele era bom, mas estava misturado com emanações que vinham da cozinha. Havia ali um osso. Um osso graúdo, cheio de tutano e com alguma carne”.

Capítulo o menino mais velho, pág 61.

Referência da obra:

Ramos, Graciliano. Vidas Secas. 88º ed. Rio, São Paulo: Record. 2003, 160p.

Há tempos que venho me propondo a conhecer profundamente a literatura brasileira, tarefa difícil frente à complexidade de tais obras e a sua vastidão. Entretanto, persisto em meu objetivo. E o resultado dessa tentativa de adentrar neste mundo fantástico da literatura é um profundo encantamento na leitura de cada frase, cada parágrafo.

The Constant Gardener (2005)

Gente, que maravilha esse filme!
Recomendo fortemente para assistir no final de semana. É bom assistir com tempo, para haver uma imersão no filme.
Este filme é dirigido por Fernando Meirelles que também foi diretor dos filmes Cidade de Deus e Ensaio sobre a Cegueira.
Fernando sempre capricha na trilha sonora; ele convidou o Uakti para fazer a trilha de Ensaio e para esse
filme usou uma música chamada Kothbiro de Ayub Ogada, músico queniano que vale a pena conhecer!
Aqui está o link para o trailler. Quanto ao filme dá  para baixar tranquilamente pelo isohunt via torrent.

http://www.youtube.com/watch?v=r4iTjavIkbk

Procure no seu interior

O “x” da questão

“Procure no seu interior. Você saberá que é verdade”. Ontem assistindo o V episódio da hexalogia de Star Wars, me deparei com esta frase do Darth Vader para Luck Skywalker, ao revelar-lhe que ele era o seu pai.
Parei naquele instante e refleti acerca deste ensinamento, que embora superficialmente pareça ser tão clichê. Com um olhar mais atento, desvela-se tão verdadeiro, misterioso e complexo.
Ainda nesta linha de reflexões, por assim dizer, li um texto, que regularmente recebo por e-mail de uma loja de produtos artesanais. Que dizia o seguinte: O Universo está constantemente enviando mensagens para você, muitas lições poderás tirar assistindo um filme, lendo, vendo alguém passar na rua. Mas você deve estar atento quando acontecer.
Parece simples, mas não é. Para mim, este é um dos grandes milagres da vida, aquilo que nos abre os olhos e nos faz sentir uma profunda gratidão a todos os seres e ao invisível.